terça-feira, 20 de julho de 2010

Rompendo paradigmas



Político: ser ou não ser, eis a questão
Daniel Maia – jornalista
Abril, 1993 – A própria Constituição Federal favoreceu nesta época, a realização de um plebiscito para escolhermos um modelo de governo à nossa nação. Como sabemos o Brasil vive atualmente o Sistema Republicano e o regime presidencialista, condição que estabelece a democracia e resguarda o direito de escolhermos nossos representantes.
Temos dois anos para pensar, analisar e votar. Contudo ainda existe uma inquietação impregnada em nossas mentes: a tal da desilusão sobre o que seja política e de como podemos aplicá-la em nosso dia a dia.
Aproveitando o clima eufórico de eleições, em que discursos promissores geralmente são lançados, onde criamos mais expectativas sobre o futuro da sociedade, e os circos de denúncias e baixarias muitas vezes marcam este enredo, podemos desmitificar alguns modos de pensamento que há muito tempo vem comprometendo os nossos anseios enquanto cidadãos.
“Um voto a mais ou a menos não faz a diferença”.
“Que roubem, mas façam”.
“Meu negócio não é política”.
“Todos os políticos se corrompem, não há como”.
“Nunca serei um político”.
Primeiramente, ‘política’ é o estabelecimento de decisões independente de qual for o tipo. Só não toma decisões quem não é consciente de que é ser humano. Somos todos políticos. Portanto vamos além das eleições, sejamos políticos conscientes! Na prática, um voto pode nunca ter feito a diferença em eleições de grande porte, mas a mentalidade da ‘não interferência’, aplicada em conjunto, obviamente é um reforço à inconsciência e a negligência de políticas públicas para nós mesmos (educação, saúde, emprego, habitação).
Não podemos negar que sofremos com esta postura há tempos. E esta é a postura que os ‘donos do poder’, ‘babilônicos’ querem que nós tenhamos. Desta maneira se aproveitam da nossa ausência de senso crítico e aumentam o preço da gasolina, das passagens de ônibus, das tarifas bancárias, porque sabem que ninguém vai reclamar.
A questão na verdade, que se está em discussão, é muito mais profunda do que um simples voto. O voto é uma representação participativa de qual é o nível da sua preocupação em mudar.
Então reflitamos: queremos que os políticos mudem essa realidade de miséria! Ok, tudo certo! Mas quando votamos, expressamos um sentimento verdadeiro de mudança? E em quem foi que votamos mesmo nas eleições passadas? Eis as indagações cruciais.
Por quantas vezes já escutamos, mais ou menos isto: “que roubem, mas façam”. Ora, roubar é desfazer, não é tomar emprestado. É retirar a merenda escolar de um estudante que sonha em ser um arquiteto, filósofo, médico, ou até mesmo, um ‘bom político’. Como fazer roubando? Como fazer o certo se for pelo errado? Que filosofia é essa? É triste saber que muitos ainda preferem acreditar nesta ilusão medíocre a crer na esperança de fazer o certo pelo certo, e com os próprios esforços.
Convivendo com pensamentos assustadores, mesmo assim, ainda identificamos os ‘maus políticos’. O problema é que há uma generalização. Criamos um estereótipo de gestor público que é um lobo disfarçado com pele de cordeiro. Na verdade há pessoas com boa intenção, estes, implícitos, nas entrelinhas, nem sempre com altos índices de investimentos nas campanhas, mas com planos excelentes para acabar com o desemprego e a fome dos pobres. Sabemos que alimentação é uma condição básica de sobrevivência, além de ser um direito fundamental. Então como acabar com a fome do povo privilegiando um modelo de governo baseado em obras faraônicas que saciam os olhos, mas debocham da barriga?
Há pessoas. Oh Sim. Que não se corrompem.
Negar toda a nossa esperança em melhores gestores é negar a nossa própria honestidade, dignidade e capacidade. Somos agentes políticos queira ou não. E a decisão de ser ou não ser ativo já é uma atitude política que pode ser democrática ou acéfala.
  



  
 

5 comentários:

  1. táprofissa agora o blog hein...
    parabéns a galera da resistencia...
    sempre antenada.

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  2. Muito bommmm!
    parabéns daniel e a banda resistencia!
    é isso ai!
    abraços!

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  3. Concordo com as palavras do Daniel. realmente temos que parar e pensar no que estamos fazendo, não adianta fazer por fazer, mas agir sempre com responsabilidade crendo que é a nossa pequena contribuição que pode contribnuir com a mudança depensamento da sociedade.

    Abraço

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  4. primeiro eu acho q deveriamos escolher os candidatos, depois os eleitos..
    mas nao funciona assim, colocam varios candidatos, nenhumn presta, e temos que escolher algum.
    Na verdade eu não creio em nada na politica, tudo pra mim eh falso ali..até o voto, nao creio no voto... Creio que eles ja escolhem quem vai ganhar e esse ganha, independente do nosso voto, alguem aqui acompanha a contagem de votos pessoalmente pra ver se é real?
    Ainda mais q o voto agora eh eletronico, oq podem acrescentar eletronicamente milhares de votos sem que a gente saiba... dependendo do dinheiro tudo eh possivel.
    Outra coisa, já foi inventada uma máquina de descobrir se a pessoa ta falando mentira ou verdade, usam ela no big brother, mas jamais usam nos políticos...kkkkkkkkkk
    Pra mim, politica eh igual a MENTIRA, ilusão e Dominio popular, através da alienação, e da não-educação, afinal, qnt menos gente informada melhor pra eles, pois assim eles podem ter escravos.
    A escravidão ainda existe, e ela eh cognitiva.
    Oq podemos fazer?
    SAlvar a natureza o qnt antes
    como? PAREM DE consumir..
    PArem de poluir..
    separem o lixo, e saibam pra onde ele ta indo.
    faça sua parte de alguma forma.

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  5. Massa!!!!
    Muito bom o blog e o texto!
    PARABÉNS, Daniel e a galera que faz a Resistência!

    Abraço

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